Não são promessas genéricas. São as pautas de quem trabalhou dentro dessas estruturas e sabe onde elas emperram.
01
Polícia de Estado, não de governo
A polícia deve servir ao cidadão, não ao político de ocasião. Os governos passam, a polícia fica.
Eu vi grandes policiais jogados anos em delegacia distante, por mais competentes que fossem, só porque não faziam parte de grupo político. Eu mesmo passei nove meses no chamado corredor, sem atribuição e sem uma caneta na mesa, porque não pertencia a determinado grupo. Sei na pele o que é ser menosprezado dentro da própria instituição.
O que eu defendoAutonomia institucional das polícias, critério técnico e mérito como pré-requisito para cargo de chefia, e fim do uso da máquina policial como ferramenta eleitoral.
02
A Polícia Penal precisa de representação
A Polícia Penal do Distrito Federal não tem hoje um único representante disputando uma vaga de deputado federal. É a categoria mais esquecida da segurança pública brasileira.
Eu fui secretário de Administração Penitenciária. Sei o que é ter dois policiais tomando conta de um pavilhão com centenas de presos. Sei o que é operar com efetivo muito abaixo do necessário e com um índice de afastamento por saúde muito acima do que qualquer instituição policial deveria tolerar.
O que eu defendoRecomposição de efetivo, equiparação e valorização da carreira, condições de trabalho compatíveis com o risco, e ampliação de vagas no sistema prisional. Preso tem que cumprir pena, e para isso o Estado precisa ter onde colocá-lo e quem cuide dele com segurança.
03
Socioeducativo é segurança pública
O sistema socioeducativo está na Secretaria de Justiça. Deveria integrar a segurança pública.
Se o crime organizado está recrutando adolescentes justamente porque sabe que eles respondem menos, então essa é uma questão de segurança pública, e precisa ser tratada como tal. Com todo o cuidado que se deve ter com um jovem, mas com a seriedade que o problema exige.
O que eu defendoIntegração do socioeducativo à segurança pública e reconhecimento dos profissionais que trabalham nessas unidades como agentes de segurança, com as prerrogativas correspondentes. Quem trabalha ali enfrenta risco real todos os dias e é tratado como se não enfrentasse.
04
Valorização de quem está na ponta
A Polícia Civil do Distrito Federal opera hoje com uma defasagem enorme de efetivo, sobrevivendo de abono de permanência e de serviço voluntário. A maior parte dos policiais civis já pensou em sair da instituição, e muitos estão estudando para sair.
Ninguém constrói segurança pública em cima de gente desmotivada. E quando o policial responde por um ato de serviço, ele vai sozinho. A instituição não vai junto.
O que eu defendoRecomposição de efetivo e de carreira, previsibilidade de promoção, e proteção institucional ao policial que age no cumprimento do dever.
05
O crime que incomoda todo dia
Existe uma diferença entre a estatística e a vida real. O crime contra a vida tem índice de solução alto no Distrito Federal. Mas o que faz a população ter medo é outra coisa.
É o furto no caminho da escola. É o celular arrancado da mão. É o carro arrombado. É a criança que não pode usar um tênis melhor. É o comerciante trabalhando atrás das grades. É o pai que não deixa o filho ir sozinho a lugar nenhum. Esse crime está sendo tratado como se fosse de menor importância, e é justamente ele que tira a paz de quem paga imposto.
O que eu defendoPolítica de segurança pública que trate o crime cotidiano como prioridade, e não como estatística secundária.
06
Educação e segurança andam juntas
Eu sou o resultado da escola pública. Se ela não fosse boa no meu bairro, eu não teria chegado a lugar nenhum.
Não existe segurança pública sustentável sem educação. Não se previne crime contra a vida com operação e com barulho. Se previne mudando cultura, e cultura se muda com escola. Brasília deveria ser exemplo para o Brasil inteiro nessa área e hoje não é.
O que eu defendoInvestimento em educação pública como política de segurança de longo prazo, e apoio à formação profissional que abra caminho para o jovem antes que o crime abra.
07
Recurso do DF fica no DF
Não faz sentido um deputado eleito aqui mandar emenda para outro estado enquanto a saúde, a educação e a segurança do Distrito Federal estão carentes.
O que eu defendoDestinar ao Distrito Federal os recursos de emenda que estiverem sob minha responsabilidade.